CINTURÃO DAS AGUAS: PASSOU MAIS TRÊS SEMANAS E FORNECEDORES CONTINUAM SEM RECEBER

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A crise envolvendo fornecedores do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) segue sem solução e aumenta o clima de revolta entre empresários que atuam no Lote 4 da obra. Passadas mais de três semanas das primeiras denúncias, os prestadores de serviço continuam sem receber os valores devidos — e afirmam que nem sequer foram recebidos pelo Governo do Estado para tratar do problema.

Segundo os empresários, a empresa responsável pela execução da obra teria garantido que os pagamentos seriam efetuados até o dia 15 de fevereiro. No entanto, nesta data de 23 de fevereiro, o compromisso não foi cumprido e nenhum valor foi creditado.

“Foi prometido que até o dia 15 estaria tudo resolvido. Hoje já é dia 23 e não recebemos nada. Só promessas”, relatou um dos fornecedores.

Os pagamentos referentes à locação de caminhões e máquinas estariam em atraso desde outubro e novembro de 2025. A situação, segundo os fornecedores, tornou-se insustentável.

As empresas afirmam que precisam arcar com salários de motoristas, mecânicos, encargos trabalhistas, parcelas de financiamentos e manutenção dos equipamentos, enquanto aguardam o repasse dos valores.

Eles sustentam que, por se tratar de uma obra pública estadual, o Governo do Estado é solidário na responsabilidade contratual, conforme a legislação vigente, e tem obrigação de intervir para solucionar o impasse.

“As contas não param de chegar. Juros, banco, funcionário… ninguém espera. Estamos desesperados”, desabafou outro empresário.

Em nota divulgada anteriormente, a Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará (SRH) afirmou que não há falta de pagamento por parte do Governo do Estado e que o atraso mencionado diz respeito exclusivamente à empresa executora da obra no que se refere à contratação e pagamento de terceiros.

A Secretaria também informou que medidas cabíveis teriam sido adotadas e que mantém contato com a empresa responsável.

No entanto, na prática, segundo os empresários, nada foi resolvido. Para eles, a nota apenas buscou afastar a responsabilidade do Estado, sem apresentar uma solução concreta ou um cronograma efetivo de pagamento.

“Não adianta dizer que não é responsabilidade. A obra é do Estado. Nós estamos trabalhando dentro de um contrato público. Alguém precisa assumir e resolver”, afirmou um dos fornecedores.

Apesar da promessa de pagamento até o dia 15 e da nota oficial da Secretaria, os fornecedores afirmam que nenhuma solução concreta foi apresentada até agora. Eles cobram um posicionamento efetivo do Governo do Estado e pedem que sejam recebidos para dialogar sobre o caso.

Enquanto isso, a paralisação continua e a insegurança financeira cresce entre os empresários, que afirmam estar à beira do colapso.

Paulo Dimas - Rádio Princesa

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