PEDRO LOBO FALA EM TRAIÇÃO, ROMPIMENTO , USO DA MÁQUINA, ROMBO NA PREVICRATO E POSSIVEL SAÍDA DO PT

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A entrevista coletiva concedida pelo deputado Pedro Lobo, realizada no Hotel Encosta da Serra, no Crato, entrou para a história recente da política local como um dos episódios mais tensos, explosivos e polêmicos já registrados dentro do Partido dos Trabalhadores no município. Diante de militantes, lideranças, aliados e curiosos, o parlamentar abriu o verbo, sem rodeios, e expôs o que classificou como um processo contínuo de traições políticas, acordos quebrados, perseguição interna e esvaziamento deliberado do PT local.

Com tom firme, discurso longo e recheado de acusações diretas, Pedro Lobo fez questão de deixar claro, logo de início, que não foi ele quem rompeu com o prefeito nem com a gestão municipal.

“Em momento algum eu rompi com o prefeito. Se houve rompimento, foi pela falta de cumprimento de acordos por parte da gestão. Não partiu de mim.”

“GANHEI NO PT DO CRATO, PERDI EM FORTALEZA”

Um dos pontos centrais da coletiva foi a denúncia de que o PT do Crato perdeu sua autonomia histórica. Segundo Pedro Lobo, ele venceu todos os debates, encontros e deliberações internas do partido no município, sendo derrotado apenas nas instâncias superiores, fora do Crato.

“Nós vencemos em todos os espaços internos do PT aqui. Perdemos lá em cima. A decisão deixou de ser do município e passou a ser de Fortaleza.”

Para o deputado, essa mudança simboliza o fim do PT como partido diferenciado, democrático e enraizado nas bases.

“O PT virou um partido comum, igual aos outros. Aquilo que nos encantava acabou.”

CANDIDATURA IMPOSTA E BASE IGNORADA

Pedro Lobo foi ainda mais longe ao afirmar que a maioria dos filiados não queria o candidato apoiado pela gestão, mas que o poder político tentou impor uma decisão à força, confundindo partido com máquina administrativa.

“Achavam que, por estar na gestão, poderiam impor o candidato goela abaixo. Mas partido é partido, poder político é outra coisa.”

ACORDOS DESCUMPRIDOS E RACHADURA DEFINITIVA

Segundo o deputado, mesmo após as disputas internas, houve um acordo para manter a unidade partidária e evitar uma ruptura maior. No entanto, esse acordo teria sido descumprido logo após o processo eleitoral.

“Terminou a eleição e começaram as tratativas para descumprir o que foi acordado. E foi exatamente isso que aconteceu.”

Ele relatou que, apesar das divergências, seguiu dialogando em nome da construção partidária e atendendo orientações superiores, chegando a declarar apoio a uma candidatura que, segundo ele, não representava o PT.

“TOMARAM A LEGENDA, MAS NÃO LEVARAM A MILITÂNCIA”

Um dos trechos mais simbólicos e duros da entrevista foi quando Pedro Lobo afirmou que o PT só entrou de fato na campanha nos últimos dias, e mesmo assim de forma limitada.

“Tomaram a legenda do PT, mas não levaram a militância, nem a alma do partido para pedir voto.”

Segundo ele, a ausência do engajamento popular quase resultou em uma derrota eleitoral, sendo necessário um esforço de última hora para evitar um desfecho ainda mais grave.

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA E USO DA MÁQUINA

Na parte mais tensa da coletiva, Pedro Lobo denunciou o que chamou de perseguição política sistemática após a eleição. De acordo com ele, aliados seus estariam sendo pressionados e assediados com ofertas de cargos para abandoná-lo politicamente.

“Essa gestão que eu ajudei a eleger está indo para cima dos meus apoiadores, oferecendo cargos para que não votem comigo.”

Para o parlamentar, trata-se de uma tentativa clara de isolamento e silenciamento político.

ROMBO NA PREVICRATO: ACUSAÇÃO GRAVÍSSIMA

O ponto mais sensível e explosivo da coletiva foi a denúncia de um rombo estimado em R$ 60 milhões na Previcrato, o instituto de previdência dos servidores municipais. Pedro Lobo foi enfático ao afirmar que não se trata de discurso, mas de uma realidade que estaria recaindo sobre os aposentados.

“Existe um rombo de cerca de R$ 60 milhões na Previcrato. E quem está pagando essa conta são os aposentados.”

Segundo ele, muitos servidores aposentados estariam enfrentando dificuldades financeiras, adoecimento e depressão, resultado direto de cortes e da má condução da política previdenciária.

“ESTÃO ME TRATANDO COMO INIMIGO”

Em outro momento forte, Pedro Lobo afirmou que deixou de ser tratado como aliado e passou a ser visto como um inimigo interno.

“Quem está rompendo não sou eu. Eles estão me tratando como adversário e, pior, como inimigo.”

Mesmo sem o controle da máquina administrativa, o deputado afirmou que aposta no apoio popular.

“Eu não tenho a máquina, mas espero ter o povo. E quem está com o povo, está com Deus.”

FUTURO EM ABERTO E POSSÍVEL SAÍDA DO PT

Encerrando a coletiva no Hotel Encosta da Serra, Pedro Lobo deixou claro que seu futuro partidário será decidido durante a janela partidária, até o mês de abril. Ele criticou duramente o que chamou de oportunistas de ocasião que, segundo ele, se infiltraram no partido apenas pelo poder.

“Eles não querem o PT como instrumento de transformação social, querem o partido como ferramenta de dominação eleitoral.”

🔥 CLIMA DE GUERRA NA POLÍTICA CRATENSE

A entrevista coletiva de Pedro Lobo escancarou uma crise profunda, revelou bastidores até então mantidos em silêncio e lançou acusações que exigem respostas. O impacto político é imediato e tende a se ampliar nos próximos dias.

Agora, a grande pergunta que ecoa nos corredores do poder e nas ruas do Crato é:
👉 a gestão municipal e a direção do PT irão se manifestar ou optarão pelo silêncio diante de acusações tão graves?

Uma coisa é certa: depois dessa coletiva no Hotel Encosta da Serra, a política do Crato entrou definitivamente em ebulição.


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